quinta-feira, 17 de março de 2011

O cunhinha e a sua amiga...

Aqui há um mês encontrei o cunhinha quando ia a sair do atrium, ele agora está a trabalhar ali em picoas portanto cruzamo-nos de vez em quando. Estava à espera da boleia do amor fiquei ali a falar um pouco com ele:
- Então que fazes? - Perguntei.
- Blá blá blá cisne negro. - Respondeu ele.

Como não percebi patavina comecei a pensar que ele provavelmente ainda andava com aquela malta do animê e aquilo deveria ser a alcunha de alguém. Mas não, era o nome de um filme que até foi assim famoso e tal na altura e acho que foi aos óscares:
- Então e vais ver o filme sozinho? - Perguntei a fazer conversa.
- Não, tenho companhia.
- É uma menina, tens aí uma cena, estás-me a esconder.
- Não, é uma amiga.
- Pois é, pois é. – Digo eu no meu tom muito sarcástico - É claro que é uma amiga. Os amigos de sexos opostos até vão ao cinema juntos no dia dos namorados e tudo. É por ser segunda que é mais barato.

O cunhinha devia estar a pensar que eu tinha nascido no dia anterior

O treino do fábio…

Esta semana tenho treinado todos os dias à hora do almoço. O está aproveitar a sua semana grátis e também conseguimos arrastar fábio, o estagiário… só para amparar, e mandar uns bitaites. E a experiência tem sido extremamente agradável. Há muito tempo que não tinha assim companhia de nível para treinar, dá para fazer imensos picos:
- Quanto é que vais pôr?
- 9.
- 9? Para por 9 ponho 10!
- Então eu ponho 11!

E lá andamos nós nessa brincadeira de miúdos que me tem feito descobrir músculos e forças que nem sabia que tinha. Nunca menosprezem a motivação de não querer dar parte fraca. Dia após dia me custa mais levantar da cama. Engraçado também tem sido andar a treinar fábio, o estagiário. E o que ele sofre connosco. No início da semana era:
- Hoje é que o fábio vai aprender a treinar como um homem!

A meio da semana era:
- Olha o fábio parece outro. Tem um andar novo. É assim uma mistura, meio coxo meio jingão.

Agora para o final da semana já era:
- Fábio, estás grande! Tens andado aí a treinar bem forte!

A meio da semana ainda houve tempo para engendrarmos magnífico plano de obrigar o fábio a meter o mesmo peso que a instrutora. Porque ele estava armado em esperto a dizer, após a sua primeira aula de pump, que aquilo até era fácil. Depois não fomos para a frente porque a instrutora é magrinha, assim a dar pró anoréctica, mas mete peso a sério. E hoje estava cheia de energia, a dar assim uns gritos de esforço como gente grande.

terça-feira, 15 de março de 2011

O tó e a minha amiga consultora...

Desde que fiquei com o horário de sair às sete que comecei a entrar mais cedo para treinar na hora do almoço. Prefiro treinar ao fim do dia mas aulas depois das sete e já chego muito tarde a casa. Um dia destes ia a sair quando o perguntou-me:
- Posso ir? Também quero ir! Pergunta-lhes se posso ir treinar contigo.

Normalmente a malta olha para mim como um extra terrestre, nunca ninguém tinha pedido para vir comigo. Estranha coincidência e encontrei a minha amiga consultora na recepção à saída e ela deu-me um magnífico vale de uma semana de treino.

A minha amiga consultora que à semelhança de muitas das pessoas que conheço e que trabalham para o oulemes peleice, anda à procura de uma alternativa. Também foi ela que me contou uma história muito interessante. Ela contou que assim na noite, encontra um cara e começa rolando um clima e ela pergunta:
- Você treina? - Que ela diz que acontece quase inconscientemente. Como se fosse o outro eu, mas neste caso dela, vendedor a falar.

Continuando a história ela diz que a partir desse momento, qualquer clima que estivesse rolando, morre! Na altura ainda tentei perguntar-lhe para ver se ela me conseguia dar a opinião dela sobre o assunto. Mas depois a conversa avançou…

E então eu estive a pensar e cheguei a uma conclusão. Aquilo na noite é só malta cheia de si. Imaginando que ela apanha um daqueles malucos dos batidos, o mais provável é ele pensar ofendidotantas horas de treino por semana e ela ainda tem de perguntar?!” Imaginando que não, vai ficar triste a pensar “eu estou mesmo a em má forma, sabia que já se notava”.

Analisando assim acho que pode ser uma pergunta bastante ofensiva. Ainda hei-de experimentar isto em almoços de aniversário ou assim, daqueles chatos e com malta desinteressante mas que goste de se fazer, só a ver o efeito…

domingo, 13 de março de 2011

O amor volta aos treinos...

A actividade física preferida do amor, o setépe, tem saltos e assim que ela, nesta fase não pode fazer. Então ela sendo a única a fazer a opção sente-se um pouco extra terrestre e a actividade em si sem o alto impacto também perde a pouca piada. Então ela suspendeu os treinos e até a inscrição no clube. Agora, depois de passados os primeiros três meses e descontente com as formas que o seu corpo está a tomar o amor começou a arrastar-me para novas experiências

A semana passada foi o érrepêéme. Assim que acabou ela disse-me:
- Não fiquei nada convencida!
E ainda bem. Que eu nem desgosto daquilo mas se puder evitar as jingas no mesmo sítio também evito que aquilo não é muito a minha onda. No entanto é discutivelmente melhor que a experiência desta semana, a hidroginástica.

Assim que cheguei à piscina encontrei a instrutora, uma cota de cabelo curto descolorado.
- Vens fazer a aula? - pergunta-me ela com um tom desconfiado.
- Sim - respondi.
- Coitadinho! - termina ela a rir.
Este pequeno incidente fez com que eu me tivesse sentido ainda mais integrado dentro da piscina e no meio dos velhinhos todos…

terça-feira, 8 de março de 2011

O primeiro jogo de treino da época 2011…

Após três anos a morar aqui neste belo condomínio, consegui reunir um grupo de dez para marcar um jogo da bola. A receita era simples, sete elementos da melhor equipa de futebol do mundo e três de fora, daqueles que jogam tão mal ou pior que nós, para nivelar tudo por baixo. E isto de nivelar por baixo é fixe porque assim até parece que eu jogo imenso.

O que não é bem realidade, os meus colegas de equipa é que ainda jogam pior. O fixe disso é que assim eu arrisco umas jogadas e umas fintas e até dei alguns nós e isso para mim é sonho tornado realidade. Parece que aquelas horas passadas a melhorar o meu toque de bola estão a fazer algum efeito. Ainda tenho muitos anos de toda uma juventude perdida em casa a jogar computador para recuperar, mas acho que estou no bom caminho.

O tozé, o david e eu formámos uma boa equipa e fomos marcando até aos 6 a 0. Nessa altura o passou-se e marcou um golo do outro mundo. Coincidiu também com a altura em que os outros dois elementos da nossa equipa morreram. Jogos de solteiros com casados têm sempre lesionados, isto é mesmo malta que não está muito habituada a mexer-se. Assim a jogar apenas com três levámos uma tareia até acabarmos por perder por 9 a 8.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O quarto jogo da época 2011...

O jogo começou a correr mal quando os nossos dois guarda-redes arranjaram algo melhor para fazer que jogar. O que nos obrigou a procurar uma alternativa para a baliza de igual maneira a toda e qualquer equipa de futebol por esse mundo fora em semelhante situação “és o elo mais fraco, adeus!” E foi assim que acabámos com o tó matos na baliza, o que é muito mau. O faz lembrar aqueles bonecos que se metem à frente da baliza, a fazer de barreira, para treinar os livres e assim, não se mexe.

Em termos ofensivos não entrámos mal, eu assisti o pitacho para mais um magnífico golo da nossa equipa e ao intervalo perdíamos por 9 a 1. Irritado com a situação, os nossos adversários eram uns frustrados da bola com a mania que estavam na liga dos campeões, com as suas tácticas e a transparente ideia de nos golear para melhorar a sua diferença de golos (um dos critérios de desempate), que não jogavam tão bem como isso, e eu sou o capitão, decidi-me a fazer algo.

Então lá fui para a baliza na segunda parte, decidido a evitar a humilhação de deixar aqueles falhados marcar-nos mais de 13. O problema é que um guarda-redes na nossa equipa não tem apenas de ser bom, tem de fazer milagres porque ninguém defende. E eu sinceramente não consegui e infelizmente vim-me embora a maldizer algumas jogadas em que acho que podia ter feito muito mais.

Perto do final, já a aproximar-nos do resultado final de 15 a 2, desejei muito não estar na baliza e poder jogar à defesa porque me apetecia era distribuir fruta naqueles falhados. O david mandou uma tesourada num adversário, ele voou a um metro de altura e eu celebrei como se tivéssemos marcado um golo. Assim atingimos a nossa sexta falta (pela primeira vez no torneio) e eles tiveram direito a um livre directo que acabou por ser desperdiçado

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O campeonato de karts da minha mãe…

- Oh mami, o grupo desportivo lá do teu emprego não tem um campeonato de karts?
- Tem.
- E eu posso participar?

Pelos vistos posso, mas eles foram logo avisando que aquilo não é muito de competição e que é mais para se divertirem. A mensagem que se lê nas entrelinhas é claramente “não venhas tu aqui provocar acidentes ainda antes da primeira curva”. O que é compreensível, mas no meu caso inútil. Porque eu quero derrotar os meus adversários na sua melhor forma, e isso inclui mantê-los na pista.

O campeonato de karts, '10 e '11. Parte dois...

Infelizmente a minha manga era logo a primeira, a começar às 10h da manhã em Évora o que significou acordar de madrugada ao sábado. E logo no final de uma semana horrível e em que tive imenso trabalho. Lá me tentei motivar novamente pelo meu regresso a um dos mais belos kartódromos do país, mas o meu espírito continuou muito como o tempo, frouxo.

A qualificação foi muito mediazinha, ainda tenho imenso a aprender naquela pista e havia muitas zonas húmidas. Passei o tempo todo a fazer experiências, incluindo com uma trajectória interior e desvantajosa naquela curva piorzinha (tinha uma poça mesmo no início da travagem), como que a antecipar uma manobra que eventualmente iria tentar efectuar em plena corrida.

Enquanto esperava ser chamado para a grelha, e ao partir da décima quinta posição ainda tive de esperar muito, tirei as luvas. Estavam a escorregar imenso durante a qualificação, e isso tirava-me toda a pouca confiança que ainda tinha a abordar as curvas. Tudo isso foi efémero porque mandei um espeta de frente no meu némesis, Aníbal, o cota (foi parar 3 metros fora da pista), ainda antes da primeira curva.

Um acidente muito esquisito. Só vi fumo e karts a derrapar, procurei uma alternativa, travei a fundo e fiquei com a corrida perdida. Daí para a frente concentrei-me em aperfeiçoar as minhas trajectórias. Ainda apanhei e ultrapassei alguns karts mais lentos e eventualmente arrisquei uma ultrapassagem naquela curva, e acabei por lá ficar. Tinha a noção que era uma manobra muito difícil, aquela travagem com o piso todo húmido. Mas já estava perdido…

Terminei em 18º (23º da geral) com uma melhor volta em 54,817 um segundo e três décimas melhor que o meu tempo do ano passado. Estou na 18ª posição, enquanto me mantiver nos lugares de qualificação para a final estou bem e ainda vem aí mais uma prova em Palmela. Na qual já estarei magnéziozado...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Treinar sem magnésio...

O treino de hoje foi um pouco esquisito, porque o saber que estou desmagnésiozado deixa-me, assim a meio de uma série de umas doze repetições, a pensar se estou mesmo a ficar sem forças ou se estou mentalmente condicionado a pensar que estou a ficar sem forças porque sei que estou desmagnésiozado e não quero consumir o pouco magnésio que me resta porque é um ião importante nas contracções musculares e depois pode dar-me jeito para subir escadas ou assim.

O engraçado nesta história toda é que antes de saber que estava desmagnésiozado andava por aí a matar-me todo, que é o que eu gosto de fazer, nos mais variados desportos. Até houve aquele atraso para o guarda-redes, o vítor, que ficou assim meio curto, ou pelo menos foi o que eu achei. E disparei para a bola a pensar “ah é minha! Estou em grande forma! Sou muito rápido!”. Mas afinal parece que me sobrestimei e o vítor chegou lá naquela fracção de segundo antes e tirou a bola. E eu já não consegui travar

E agora aposto que a apanhava se eu não estivesse desmagnésiozado…

O Marco está desmagnésiozado...

A semana passada atingi um pico de forma monumental com todos os diversos treinos que tenho efectuado, com alguns jogos de futebol, umas aulas de power jump à hora do almoço e também voltei a ir surfar. Estava até já a pensar que finalmente tinha recuperado a minha magnífica forma física aqui no pós-ilha e pós-natal quando eis que me telefona o médico com as análises:
- As suas análises estão muito bem, o colesterol, só há é aqui um problema.
- E qual é?
- O magnésio, o normal é andar no 2. O mínimo é 1.8 e você tem 1.5. Não sente assim cãibras e dores musculares de vez em quando?

E a resposta é negativa. De vez em quando fico com os músculos dormentes, mas isso é quando estou a dormir todo torcido no sofá, dificilmente o iria relacionar com a falta de um ião no corpo.

Lá me receitou o doutor um suplemento de magnésio para tomar juntamente com a minha droga dos próximos meses. Também comecei a comer bananas, que estupidamente nos últimos tempos não tenho comido muito. E logo a banana que é uma fruta que eu gosto tanto, como aliás todos os macacos gostam

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Marco e o dermatologista...

Aparece o amor:
- Olha para esta borbulha que tenho nas costas! Está a deitar pus?
Era enorme e toda vermelhinha! Fui logo lá com a mão para lhe carregar a ver se doía, mas o amor foi mais rápido e fugiu:
- Não lhe toques!
- Oh, queria ver. E comichão, faz comichão? – Perguntei curioso.

Mas ela já ia longe. E é uma mariquinhas porque aquilo não era nada. A mim é que no verão cresceu-me aqui um vulcão ali logo abaixo do pescoço que depois me desequilibrava a barra toda na faixa de agachamento. Isso era na altura em que eu achava que as borbulhas davam-me um ar jovial.

Depois a minha mãe marcou-me uma consulta no médico. O médico deixou-me uma hora a secar e roubou-me 70€, mas deu-me um monte de papelinhos com códigos de barras. A ver se faz efeito…

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O terceiro jogo da época 2011...

O pitacho voltou da sua expulsão e encheu o campo! É engraçado que esta é a segunda época dele na minha equipa, agora posso dizê-lo visto que sou o capitão, e não dava assim muito por ele. Isto até e apesar dele, anteriormente a este jogo, ser o único membro da equipa com um golo marcado.

Marcou o primeiro de livre directo e assistiu-me para o segundo golo, altura em que até empatámos o marcador e deixámos a equipa adversária a discutir. O que é sempre um sentimento muito agradável. O meu golo foi algo mixuruca, o pitacho fez tudo, foi derrubado pelo guarda-redes mas ainda assim conseguiu passar-me a bola. No entanto foi um sentimento muito agradável, uma descarga de adrenalina brutal ao marcar o meu primeiro golo oficial

Individualmente acho que estou mais adaptado às minhas chuteiras e as duas semanas desde o último jogo permitiram-me recuperar alguma da minha condição física. Especialmente importante quando tudo o resto é miserável. Ainda marcámos o terceiro, numa jogada individual muito boa do cabrita que, estupidamente, não dedicou o golo à namorada. E qual é a piada de arrastar a namorada para o jogo se não é para lhe dedicar golos?

Perto do final, e ao ver o árbitro a olhar pró relógio pensei “não os vou deixar marcar mais nenhum!” E é importante definir metas e realistas, acho que me melhora a concentração. Assim fiquei ali na defesa a distribuir fruta e a fazer faltas, mas infelizmente não consegui e eles marcaram, numa jogada na qual eu não estive envolvido. Perdemos por 13 novamente, parece haver aqui uma limitação metafísica, ou temporal, em sofrermos sempre exactamente 13 golos.

Mas desta vez marcámos 3! E o importante disso é que quebrámos os nossos recordes de golos marcados num jogo e numa temporada (era apenas 1)! Que também eram duas das metas realistas que tínhamos para a época. Acho que estamos todos de parabéns

O segundo jogo da época 2011...

Para o segundo jogo recrutámos um novo guarda-redes, não havia nome a negrito mas surpreendentemente houve 13 a 0 de novo. Eu participei e no final fiquei algo triste e apreensivo. Porque a nossa equipa, forte em espírito mas fraca em qualidade, sempre jogou mal e sempre perdeu por muitos, mas ainda fazíamos umas jogadas e assim, algo mais parecido com futebol, com remates…

Neste jogo infelizmente isso não aconteceu e passámos o tempo todo a ver jogar. E a um nível mais individual fiquei aborrecido porque comprei umas chuteiras novas (as mais baratas que encontrei) para este torneio e isso, por estranho que possa soar a desentendidos do futebol, atrofiou-me o pouco jeito que ainda tinha…

O primeiro jogo da época 2011...

No primeiro jogo, ao qual não pude comparecer, perdemos por 13 a 0, tivemos um lesionado e um expulso que não esteve mais de dois minutos em campo. Aquilo agora tem árbitros a sério, na medida em que uma categoria não profissional pode ser considerada como “a sério”. E parece que um desvio de nada com a mão na grande área é vermelho directo.

Perdemos por muitos mas foi contra a equipa que tinha o nome a negrito, e nós acreditamos que era por serem os cabeças de série do grupo. E ainda assim mantivemos alguma da nossa dignidade. Não perdemos por falta de comparência, e não deixámos cair o nosso recorde para a maior derrota, que ainda hoje permanece nos 14 a 0 da temporada passada

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

o marco e o emprego de sonho

no outro dia estávamos a discutir a aparente margem de lucro da empresa que organizou o troféu de karts de natal, quando me lembrei de uma ideia peregrina que tive há uns anos, de abrir uma empresa de organização de eventos...

ao ser acusado de falta de empreendorismo na perseguição dessa ideia, lembrei-me do porquê, no agora... porque isso não é fixe! o ser treinador pessoal ensinou-me dois conceitos fundamentais sobre a vida... o marco ser a própria empresa, numa perspectiva mais próxima da definição, assumindo que todos profissionalmente somos, mais ou menos, a própria empresa e uma marca, funciona mal! não me dou nada bem com isso de não saber como vai ser o meu fim do mês... e nestas cenas dos eventos, divertem-se muito mais os participantes que os organizadores!

e a única excepção que encontrei a esta regra, até hoje, foram algumas colónias de férias em que participei, nas quais os monitores divertiam-se marginalmente mais que os participantes... apenas porque os monitores não organizavam... essa responsabilidade cabia às coordenadoras... o que permitia aos monitores, na maioria das ocasiões, agir irresponsávelmente como participantes e daí tirar o máximo proveito e prazer da situação, com a exponencial de até serem pagos...

toda esta problemática fez-me então pensar no que consideraria eu, um emprego de sonho... e lembrei-me do fascínio que nutro pelas várias vertentes da comunicação social... e gostaria de ser um daqueles comentadores de futebol, mas dos mais importantes, que seguem os clubes aos recônditos mais escusos dessa europa para relatar os mais importantes acontecimentos e não perder pitada... relatar jogadas, dissertar táctica, passar o jogo em revista ou escrever crónicas, qualquer responsabilidade dessas seria perfeito... era isso e também me imagino a aparecer na têvê, a passear pelo alabama num camaro, com umas letras pintadas à trincha em cor-de-rosa a dizer "eu sou bi"...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

o marco e as cartas do pokémon

o carlos mimoso estava a ver o anjocruel a jogar contra o tretabyte, num daqueles míticos encontros dos fãs do animê e do mangá, e disse "vamos meter-nos naquilo?"... "!" respondi eu desprovido de dúvidas, completamente convencido que ele não estava a falar a sério... até porque na altura eu ainda estava um pouco a descobrir as minhas potencialidades anti-sociais escondidas para dar em agarrado e a cena das cartas de jogar e trocar não me dizia népias...

uns dias depois ele já tinha comprado um baralho e eu, como era um estudante universitário anti-social sem melhor para fazer e a viver à conta dos pais, também não demorei muito em comprar um... e depois outro, e depois uma montanha de boosters até que num dos últimos encontrei o charizard! que, naquela altura, era a carta mais cara da primeira edição e ainda até hoje é a jóia da coroa de toda a minha colecção (que é algo diminuta, tenho de admitir) de cartas de pokémon...

depois disso comecei a experimentar o jogo de cartas no gueimebói... e foi aí que aprendi e desenvolvi um conjunto de linhas orientadoras para criar baralhos, que se bem me lembro eram mais ou menos assim: 30 cartas de energia, tipicamente 15 de cada para meter dois tipos de energia no baralho, 20 cartas de pokémons e 10 cartas de treinador... isto na primeira edição que ainda não existiam cartas de estádio e assim... e foi nessa altura que criei o... baralho do geiser poderoso! mas eu dizia "páuer gáisâre déque", em inglês que era mais estiloso...

nunca o pude experimentar convenientemente porque só enfrentei o carlos mimoso, naqueles almoços de verão no centro comercial colombo, quando ambos estávamos a tirar a carta de condução nessa bela escola na praça de espanha... onde curiosamente muitos anos depois está lá o hugo inscrito... e acho que a estratégia nunca foi o forte dele, e para piorar ele tinha feito um baralho de relva e fogo... e o meu geiser, como o nome indica era fogo e água, portanto eu só tinha de usar as fraquezas dos pokémons dele... depois disso comprei um baralho do tíme rócâte e a cena morreu...

ontem tive a olhar para ele... tão lindo e com aspecto poderoso o baralho que ainda tenho por abrir e estrear... até hoje! espero pelo fim do dia para o sobrinho abrir o baralho que lhe ofereci (ele que agora demonstrou um interesse em cartas de pokémon) para lhe poder dar um tareã... quer dizer, ensiná-lo a jogar pokémon, que é uma falta gravíssima na educação dele e de qualquer outra criança da mesma idade, nos dias de hoje...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

a melhor, mais bonita, e útil loja do colombo

ontem de manhã, o amor e eu fomos às compras de natal... e decidimos ir ao centro comercial colombo, e tentámos ir assim cedinho para evitar confusões... mas assim que lá chegámos, por volta das onze, reparámos logo que não iríamos ter tanta sorte, até para entrar no parque de estacionamento pago tinha fila e acho que pela primeira vez na minha vida parei no menos três... mas podia estar pior e eu precisava mesmo de ir à loja maravilha, a melhor de todo o colombo, talvez do mundo, a tema!

a tema é a melhor loja do mundo... revistas, figuras de acção, cartas de coleccionar e trocar, jogos de tabuleiro e banda desenhada animação para todos os gostos... o que é que uma pessoa pode querer mais nesta vida? enquanto nos aproximávamos eu fiz a introdução ao amor, não penso que fosse a primeira vez que lá a levava mas certamente teria sido há imenso tempo... "ah, a tema! faz-me lembrar os bons velhos tempos em que era um puto anti-social do animê e do mangá", "como aquele?" pergunta ela a referir-se a um rapaz alto, com um pequeno rabo-de-cavalo e longa gabardine preta que olhava para a montra... "eu conheço aquele!" respondo...

"como é? tás fixe? há tanto tempo!" fui lá cumprimentá-lo... exactamente como aquele! era o goku, grande goku que reparem que eu nem sequer sei o verdadeiro nome dele... quando estava a ir embora ele perguntou "então ainda jogas pokémon?" ao ver-me de volta das cartas e dos baralhos... "por acaso não, mas ainda tenho lá as minhas cartas, é pró sobrinho" respondi...

o troféu de karts de natal

quando chegámos ainda nem a primeira eliminatória tinha entrado na pista... e nessa altura ainda estava tudo bem, confirmámos a estratégia de equipa e algumas trajectórias e foi durante esse momento que tudo mudou drasticamente... começou a chover! toda a estratégia caiu por terra e passámos a ter dois estreantes e um quase na equipa... subimos para o terraço para apreciar o desenrolar dos acontecimentos na pista... e isso permitiu-me identificar as trajectórias utilizadas pelos mais cromos...

fomos para a recepção e, com a roupa, a ajuda do peso do capacete e alguns arredondamentos, conseguimos evitar ter de levar lastro no kart devido ao baixo peso do riqui... isto apenas por brincadeira, porque nesse preciso momento um enorme temporal abatia-se sobre o circuito e nessas condições pouca ou nenhuma diferença aquele lastro iria fazer... redefinimos a estratégia para a qualificação... eu abria o baile nos primeiros 5 minutos e se fosse mau o riqui mostrava-me o sinal para concluir a qualificação e começar a corrida...

meti as minhas lindas alpáinesetáres kapa um nas mãos, meti o meu belo gêfórce elimineitare na cabeça e estava pronto para entrar na pista... sentei-me e comecei aqueles importantes momentos de concentração "um vencedor, dezanove derrotados"... carreguei no acelerador e ainda mal tinha entrado na pista estava a ultrapassar um e a maldizer os outros três por me irem fazer perder tempo... começou a chover torrencialmente... durante os 10 minutos consegui apanhar a pista livre e isso deu-me a oportunidade de fazer umas quantas voltas lançadas e até de experimentar um pouco com as trajectórias que tinha aprendido da corrida anterior... que na chuva são completamente diferentes das trajectórias em seco (aquelas que já fiz milhões de vezes)...

terminei a qualificação, iria fazer o primeiro turno da corrida... não fiquei muito surpreendido quando fui chamado para a grelha na terceira posição... esbocei um sorriso orgulhoso, na chuva os meus adversários estavam a parecer-me muito mais inofensivos, ou isso ou eram as minhas expectativas sobre o nível dos adversários que estavam algo inflacionadas... arranquei bem e consegui manter a posição, ganhei uma, perdi uma... as primeiras curvas foram a confusão do costume... muitas trocas de posição, toques frequentes, alguns mais agressivos que outros mas nenhum me pareceu demasiado abusado...

ia na posição quando esbocei uma ultrapassagem ao ... na realidade nem queria bem ultrapassá-lo, apenas pressionar... mas era uma das curvas mais traiçoeiras do circuito e assim que saí de trás dele e da trajectória ideal, em travagem, perdi logo o controlo do kart numa zona alagada da pista... fiquei virado para o lado errado e vi-os quase todos a passar por mim... na primeira oportunidade virei o kart e regressei à competição... ao ver o modo fraquinho com que os meus novos adversários encaravam as curvas fiquei possesso... tinha feito ainda outro erro infantil numa manobra difícil e potencialmente inútil numa altura crucial da corrida!

dizem os membros da minha equipa que eu caí para a 12ª posição e em algumas voltas recuperei para a ... altura em que apanhei um bocado de pista livre e efectuei um conjunto de voltas rápidas em 1:40.??? (a melhor em 1:40.229), cerca de um segundo mais rápido que todos os outros em pista... quando entreguei o kart ao riqui já ia na perseguição a outros dois... quando ele saiu para a pista estávamos já em 10º, a perder tempo devido a termos de fazer mais uma paragem do que praticamente toda a concorrência... e para estreia à chuva, o riqui não podia ter desejado piores condições... de noite, a chover, por vezes a potes e com vento, só para atrapalhar mais...

ele diz que nem a viseira do capacete conseguia manter fechada porque não via nada... aqueles capacetes do kartódromo têm as viseiras todas riscadas, mesmo durante o dia está sempre enublado... e eu nem imagino o que seria conduzir naquelas condições com a viseira aberta, porque aquilo estava sempre a saltar água e todo o tipo de porcarias... ele perdeu uma posição, levou uma volta de avanço e fez uma melhor volta em 1:45.5?? quando o tozé entrou na pista íamos em 11º e cedo começou a perder posições até estabilizar na 14ª e efectuar a sua melhor volta em 1:47.7?? estava realmente muito agreste para quem está destreinado e nunca tinha andado à chuva anteriormente...

apesar deste resultado pouco surpreendente a estreia dos SepídeSetáres dificilmente poderia ter sido pior... fiz um erro muito estúpido, mas aprendi bastante e adaptei-me rapidamente às trajectórias novas da chuva, e agradavelmente surpreendi-me ao demonstrar rapidez ao nível dos cromos do fatinho em condições tão adversas... a minha melhor volta foi batida perto do final da corrida e numa altura em que a chuva abrandou consideravelmente... as minhas luvas e o meu capacete novos é que ficaram num estado lastimável, mas demonstraram completamente a sua importância...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

o marco dos karts, do futebol, do ginásio e...

este ano, devido ao meu projecto em uquei, fiquei com as férias todas enfaralhadas... no último mês tirei dois dias meio perdidos, naquela do quando não criava entropia, para deixar apenas dez dias de férias para passar para o próximo ano... porque parece que há aí uma regra qualquer... é a lei, é isso! que diz que se podem deixar dez dias de férias de ano para ano...

num desses meus dias de férias, já não me lembro bem de qual, estive o tempo todo a jogar peleiseteichiâne, excepto ali um bocado da hora do almoço em que ainda fui fazer uma intensa aula de pump... e depois de quatro jogos diferentes, a maldade residente quatro foi indescritível, porque fiz a cena do corredor com os leisâres como no filme... no final fiquei com uma estranha sensação de... inutilidade, é essa palavra perfeita descrever o sentimento!

foi então que comecei a pensar "oh marco, oh marco, isto até assim uma vez por outra foi giro, mas mais dois dias disto e até trepas pelas paredes"... contando com os dez dias do próximo ano e adicionando os feriados que tenho andado a perder, dá uma mão cheia de dias de ócio solitário, nos quais o amor vai estar ocupado a trabalhar... e então concluí que preciso de um passatempo novo, algo que possa fazer apenas moi méme... aqui estou a excluir o ginásio como passatempo porque num dia inteiro não me ocupa assim tanto tempo...

é então que voilá, nasce novamente a minha cena do surf... "ora e como está a cena do surf?" perguntam vocês que agora que eu mencionei, lembraram-se todos... "não tá!" respondo eu... a cena estava antes de ir para londres que andava com ideias de comprar uma prancha... depois fiquei imenso tempo na ilha fria e agora acho que já devo ter inclusivé perdido algum do pouco jeito, o que me impediria de meter nessa brincadeira da seis-três... porque iria precisar de mais umas aulinhas e isso faria disparar exponencialmente os custos, especialmente considerando também o rombo no orçamento provocado pelo projecto "o marco dos karts profissional"...

é então que aparece esta notícia de voltar à ilha com todas as ajudas de custo a isso associadas... o que me deixa então a planear ainda mais além... mas não muito, com algum savoir faire dá para fazer para o ano, que é... snowboard! que a cena da neve é muito bonita e está muito na moda e eu estou completamente fora disso e é quase inadmissível para uma pessoa extremamente interessante como eu...

o novo marco de uquei

foi mencionado hoje que em princípio devo voltar à ilha no início do próximo ano... isto porque os ingleses têm lá um processo muito precário para o qual precisam de uma pessoa inteligente e desenrascada em proporções idênticas e com um toque de perfeccionista para arranjar... e como ficaram impressionadíssimos com a minha anterior passagem de três meses eles pensaram... "deixa cá ver, uma pessoa inteligente e desenrascada em proporções idênticas e com um toque de perfeccionista, assim só estou mesmo a ver o marco, não conheço mais ninguém"...

em princípio são mais dois mesinhos alimentar-me e a treinar muito mal... mas que abre todo um novo conjunto de perspectivas... lembro-me agora que ainda não fui a énefílde cantar "nunca caminhareis sozinhos"... e tenho umas contas a ajustar no paintball com a equipa das vespas... e por falar nisso também curtia meter-me aí na capoeira a dançar páránáuê, com o meu amigo malaio e aprender a tocar berimbau... deve é estar frio pra chuchu lá, mas com algum jeitinho ainda vejo as iluminações de natal... oh que bonito, o marco debaixo das iluminações de natal do picadilly... já estou a imaginar!